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O SONHO DO UNIVERSO

 

          Para o hinduismo o Universo é eterno. Tudo que ocorre já ocorreu antes, tudo que se vai volta embora em tempos ou situações diferente.

                A ciência e a religião caminham juntas e as grandes descobertas são sentidas e vistas através da meditação e da ascese, por um processo natural interno.

                O homem é o principal objeto de estudo.

                A ciência usa uma metodologia quantitativa e qualitativa através de métodos que requerem provas objetivas e por vezes matemáticas, o que difere da posição anterior.

                A criação é olhada e avaliada como objeto de estudo, mas aqui ela é Maya, o Oceano de leite, a dança de Shiva, ou Ananta, a serpente cósmica, que possui uma realidade relativa.

                 Apesar disso, as afirmações contidas são de uma precisão única, o Dr. Arthur Homes (1895-1965), geólogo e professor da Universidade de Durham, espantou-se com o cálculo da idade da terra, feito pela antiguidade hindu, elaborado de acordo com o Manusmriti, o livro sagrado, que possui uma exatidão de cálculos que deixa a desejar as mais apuradas pesquisas modernas.

                  Estes cálculos são medidos por referências astrológicas contidas no Matsya Purana. Estes dados podem ser encontrados no Hinduismo e busca científica de T.R.R. Iyengar.

                  O historiador Kahana avalia o ciclo da civilização na terra iniciando-se em 6.776 a.C., como sendo o ano de Manu, que teria estabelecido o seu reinado no norte da Índia, após a grande inundação, coincidentemente semelhante ao mito do dilúvio.

                   O hinduismo possui uma matriz  multifacetada de crenças, filosofias, práticas, épicos e mitos atuando em conjunto e entre eles, o mito da criação ou a criação do bruto a partir do sutil.

                   Visto desta forma o Universo é apenas uma projeção da Existência Suprema e não como é dito em outras culturas, uma criação dela.

                    A criação é Maya, aquilo que não existe de forma real, já que não se sustenta por si só.

                    Na forma mitológica, a figura do lótus, símbolo da energia divina, está ligada à Criação. Assim, Brahma nasce de um lotus que cresce do umbigo de Vishnu, quando este dormindo flutuava sobre o Oceano de Paz. Vishnu sonha com a criação do Universo e o pequeno Brahma, nascido dele  abre seus olhos e o mundo vem à existência. Quando ele fecha seus olhos, o universo desaparece. Este é o ciclo da criação, os universos são criados, permanecem por um tempo (kalpa) e voltam a desaparecer.

                    Isto dá a idéia da eternidade, é dito que aquilo que não existe realmente, também não pode deixar de existir, assim a maya ou sonho de Vishnu é perpétuo e eterno. O que nunca foi criado não poderá ser destruído.

                    Tudo que surge, um dia desaparece, o universo, os seres, os devas...

FONTE: Site do Hindu Today

          NAMASTE

          Vera Shivani

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